JSON
Formatos de Dados
JSON (JavaScript Object Notation) representa dados como pares chave/valor, listas e objetos aninhados, usando só seis tipos: string, number, boolean, null, object e array. É compacto, fácil de ler e virou o formato padrão de APIs REST modernas.
{
"cnpj": "12345678000199",
"razaoSocial": "Empresa Exemplo LTDA",
"regimeEspecial": null,
"aliquota": 3.5,
"enderecos": [
{ "uf": "SP", "municipio": "São Paulo" }
]
}No ecossistema fiscal brasileiro, JSON é a exceção, não a regra: NFe, CT-e e NFS-e trafegam em XML/SOAP, mas o ADN (Ambiente de Dados Nacional) do NFS-e nacional expõe APIs REST em JSON — assim como esta plataforma. Três cuidados comuns na prática: números decimais sempre com ponto (3.5, nunca 3,5), datas como string no formato ISO 8601 ("2026-08-10"), e chaves duplicadas dentro de um mesmo objeto são inválidas e o comportamento ao parsear é indefinido.
JSON é case sensitive ("sensível a maiúsculas/minúsculas"): a especificação trata chaves e valores string como sequências exatas de caracteres, sem nenhuma normalização automática de caixa. Isso significa que "UF", "uf" e "Uf" são três chaves diferentes dentro do mesmo objeto — não há "a mesma chave escrita de duas formas" em JSON, e um cliente que espera "cnpj" simplesmente não vai achar o campo se a API devolver "CNPJ". A prática mais segura é fixar um padrão de caixa (normalmente camelCase, como nos exemplos aqui) e mantê-lo em todos os payloads da integração — inclusive nos valores, quando eles próprios são comparados por igualdade exata (ex.: um código de UF como "SP" não bate com "sp" numa comparação de string).
Use o formatador e validador de JSON para conferir um payload antes de integrar.